Uma explosão massiva destruiu o foguete New Glenn da Blue Origin durante um teste de rotina. Enquanto o bilionário dono da Amazon tentava manter o otimismo dizendo que foi apenas um "dia muito difícil", o chefe da NASA jogou um balde de água fria (ou melhor, de nitrogênio líquido) ao estimar que reconstruir a base destruída vai levar "um tempo considerável" — talvez até o final da década. O CEO da Blue Origin, Dave Limp, correu para as redes sociais para garantir que eles voltam a voar ainda este ano. Claro, Dave. E o Vasco vai ganhar o Mundial antes de 2028 também.

Por que isso importa: Sem essa rampa de lançamento operando, a NASA fica praticamente refém da SpaceX de Elon Musk para suas missões pesadas à Lua e para o projeto Artemis. Além disso, os planos da Amazon de lançar sua própria constelação de satélites de internet para concorrer com a Starlink acabam de entrar em órbita de espera.

Se serve de consolo para o Bezos, pelo menos nenhum satélite comercial estava a bordo no momento em que o brinquedo de gente grande virou fogos de artifício fora de época. Mas convenhamos, para quem tem dinheiro infinito, o maior prejuízo não é o preço do metal retorcido, mas o sorrisinho de canto de boca que Elon Musk deve estar dando enquanto assiste ao replay do vídeo.

No fim das contas, o lema da Blue Origin é Gradatim Ferociter ("Passo a passo, ferozmente"). Eles só esqueceram de avisar que alguns desses passos envolvem tropeçar na própria fogueira.