A NASA aprovou o orçamento e o cronograma para a missão LEAP (Lunar Exploration As Autonomous Swarms), que planeja enviar um grupo de mini-drones para explorar os chamados "tubos de lava" na Lua. O plano é lançar os robozinhos voadores na virada para 2028. Ao contrário do icônico jipe Curiosity, que anda a passos de tartaruga gripada em Marte, esses drones foram desenhados para voar de forma totalmente autônoma dentro de crateras profundas e fossas lunares que nunca viram a luz do Sol, mapeando o terreno em busca de água congelada e abrigos para os futuros astronautas.
Por que isso importa
A corrida espacial atual não é mais para ver quem finca uma bandeira bonita na poeira lunar, mas sim para descobrir quem encontra água primeiro. Os tubos de lava, imensas cavernas subterrâneas formadas por atividade vulcânica milenar, são os locais mais cobiçados do satélite. Eles servem como um escudo natural perfeito contra a radiação cósmica esmagadora e contra os micrometeoritos que bombardeiam a superfície o tempo todo. Se os drones da NASA encontrarem gelo aproveitável nessas cavernas, o ser humano terá combustível e oxigênio garantidos para transformar a Lua em um posto de gasolina espacial a caminho de Marte.
O desafio de voar no vácuo (e sem GPS de smartphone)
A engenharia por trás do projeto é um verdadeiro soco na cara das leis da física tradicionais. Se você acha difícil pilotar um drone no parque no domingo de sol, imagine fazer isso em um ambiente com gravidade seis vezes menor que a da Terra e, pior, sem nenhuma atmosfera. Como não há ar para as hélices empurrarem, os drones da NASA não usam propulsão convencional: eles funcionam com microjatos de gás frio comprimido. Cada manobra parece uma coreografia coreana milimetricamente calculada por inteligência artificial.
Como o sinal de rádio não penetra nas profundezas das cavernas e o GPS não funciona no espaço, o enxame de drones opera no sistema de "mente coletiva". Eles entram no buraco escuro voando em formação; se um deles bate na parede e quebra, os outros herdam os dados mapeados até ali e continuam a missão automaticamente. Eles usam sensores laser (LiDAR) para enxergar no breu total, criando um mapa em 3D das entranhas da Lua enquanto o jipe principal fica na borda da cratera servindo de antena.
A comunidade científica está empolgadíssima com a possibilidade de descobrir se essas cavernas escondem segredos sobre a formação do Sistema Solar. A equipe de relações públicas da agência já trata os robozinhos como os novos heróis do Instagram. O contribuinte americano, que está pagando a conta bilionária do projeto, só torce para que os drones não encontrem algum casulo de Alien perdido por lá.
No fim das contas, a NASA descobriu que para colonizar o espaço é preciso parar de andar e começar a voar, mesmo que para isso seja necessário reinventar o conceito de vento. Se a Inteligência Artificial deles vai conseguir mapear a Lua sem dar tela azul da morte no meio da caverna escura, descobriremos em breve. O primeiro passo para o condomínio lunar está contratado.