Nem todo passaporte serve apenas para cruzar fronteiras.

Em um mundo onde mobilidade significa acesso a oportunidades, negócios e investimentos, o documento também funciona como um indicador da influência internacional de um país.

O Brasil acaba de ganhar uma boa notícia nesse quesito. Segundo o Henley Passport Index 2026, o passaporte brasileiro ocupa a 16ª posição no ranking mundial e é o segundo mais poderoso da América Latina, atrás apenas do Chile. Na prática, brasileiros podem entrar em 169 destinos sem precisar solicitar visto antecipadamente, seja com isenção total ou obtendo o documento na chegada.

Mobilidade virou um ativo econômico

O ranking, elaborado pela consultoria Henley & Partners com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), mede o grau de liberdade de viagem proporcionado pelos passaportes de 199 países.

Quanto maior o número de destinos acessíveis sem burocracia, maior tende a ser o valor desse documento para turistas, empresários e investidores.

Nesse cenário, o Brasil aparece à frente de boa parte das economias emergentes e mantém uma posição de destaque na América Latina. Apenas o Chile oferece acesso sem visto a mais destinos na região.

O ranking vai além do turismo

Viajar sem visto facilita férias, mas o impacto econômico é muito maior.

Executivos conseguem participar de reuniões internacionais com menos burocracia, empresas expandem operações com maior facilidade e profissionais ganham mobilidade para eventos, cursos e oportunidades de trabalho no exterior.

Em um ambiente cada vez mais globalizado, facilidade para cruzar fronteiras também influencia decisões de investimento e negócios.

É por isso que governos acompanham de perto esse tipo de indicador e investem em acordos diplomáticos que ampliem a circulação de seus cidadãos.

Ainda existe espaço para avançar

Apesar da boa colocação, o passaporte brasileiro continua distante dos líderes mundiais.

Singapura permanece na primeira posição do ranking, seguida por Japão e Coreia do Sul. Cidadãos desses países conseguem acessar praticamente todo o planeta sem necessidade de visto prévio.

No caso brasileiro, destinos importantes como Estados Unidos, Canadá, Austrália e China continuam exigindo visto, limitando um avanço ainda maior no índice.

Isso mostra que a força de um passaporte depende menos do documento em si e mais das relações diplomáticas construídas pelo país.

Por que isso importa

O passaporte brasileiro continua entre os mais valorizados do mundo, um reflexo da boa inserção internacional do país e dos acordos de mobilidade firmados ao longo das últimas décadas.

Embora o ranking não determine sozinho a capacidade de um país atrair investimentos ou crescer economicamente, ele revela um aspecto importante da competitividade global: quanto menos barreiras existem para circular pelo mundo, maiores tendem a ser as oportunidades para pessoas e empresas.

No fim das contas, um passaporte não abre apenas portas de aeroportos.

Ele também abre portas para negócios, conexões e oportunidades.