Prepare-se para mais uma reviravolta no mundo da NBA! O Los Angeles Lakers, uma das franquias mais icônicas do basquete mundial, acaba de ser vendido novamente, e por um preço que quebra todos os recordes anteriores. E o mais curioso? Isso acontece logo após a saída de LeBron James para o Philadelphia 76ers, o que mostra o poder da marca Lakers, independentemente das estrelas em quadra.

Quatorze meses depois de ter comprado o time por US$ 10 bilhões – um recorde na época –, Mark Walter decidiu repassar a franquia. Os novos proprietários são ninguém menos que Bob Iger, o lendário ex-CEO da Disney, e Joshua Kushner, o fundador da renomada firma de private equity Thrive Capital. O valor da transação? Impressionantes US$ 12,5 bilhões, segundo o Wall Street Journal. É um salto e tanto em pouco mais de um ano, não é?

Por que isso importa?

Essa venda não é apenas sobre cifras astronômicas; ela reflete a crescente valorização das franquias esportivas como ativos de investimento e entretenimento. A entrada de pesos-pesados como Iger e Kushner na NBA sublinha a percepção de que esses clubes são muito mais do que times: são marcas globais com potencial de crescimento gigantesco, impulsionado por direitos de transmissão, merchandising e uma base de fãs apaixonada. Além disso, a transação ocorre em um momento de questionamentos sobre os negócios de Mark Walter, adicionando uma camada extra de complexidade à história.

Os bastidores da venda

Mark Walter, que também é dono do time de baseball Los Angeles Dodgers e tem participação no Chelsea da Premier League, estava sob o escrutínio de autoridades americanas. Uma investigação apura a origem de cerca de US$ 16 bilhões em empréstimos concedidos a empresas ligadas a ele ou ao seu conglomerado, o TWG Global, levantando suspeitas de fraude em acordos de crédito privado. Essa situação pode ter acelerado a decisão de Walter de se desfazer da franquia.

Quem são os novos donos?

Para Bob Iger e Joshua Kushner, essa não é a primeira aventura no universo dos esportes. Iger, que tem uma longa história de proximidade com a NBA devido aos seus tempos na Disney (dona da ESPN), já havia comprado em 2024 uma participação minoritária no Angel City FC, um time de futebol feminino de Los Angeles. Sua experiência em gestão de grandes marcas e entretenimento é um trunfo e tanto para os Lakers.

Joshua Kushner também não é novato. Ele detém uma participação minoritária no Miami Heat e já esteve envolvido com o Memphis Grizzlies. Kushner, no entanto, também se viu em uma polêmica recente com a FIFA, quando sua Thrive Capital liderou um plano para vender participações em competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo, por US$ 4,2 bilhões. O plano foi engavetado após forte reação de federações internacionais. Essas experiências mostram que ambos os investidores conhecem bem os riscos e as recompensas do mercado esportivo.

O futuro dos Lakers e o mercado esportivo

Oficialmente, os Lakers afirmaram que a venda ainda precisa da aprovação da Board of Governors da NBA, que reúne todos os proprietários das franquias. Mas a tendência é que seja apenas uma formalidade. Essa aquisição é mais um capítulo na crescente corrida por franquias esportivas por parte de bilionários. Ontem mesmo, o WSJ noticiou que Jeff Bezos integra um grupo de investidores interessados em comprar o Liverpool, da Inglaterra, por cerca de US$ 8 bilhões, com a participação do co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin. O apetite por esses ativos só cresce, e os Lakers, mesmo sem LeBron, provam que são um dos maiores tesouros do esporte mundial.