Às vezes, a melhor estratégia de crescimento não é lançar mais produtos. É jogar metade deles no lixo.
Foi exatamente essa lição que Phil Knight, fundador da Nike, recebeu em 2006. A empresa continuava gigante, mas estava perdendo aquilo que a transformou em um ícone: foco. Entre tênis, roupas, perfumes e centenas de outras categorias, a marca parecia querer ser boa em tudo — e excelente em cada vez menos coisas.
Sem encontrar uma resposta dentro de casa, Knight recorreu a um amigo que entendia bastante de dizer "não": Steve Jobs.
A pergunta foi simples: "O que você faria se estivesse no meu lugar?"
A resposta veio em uma única frase:
"Vocês fazem alguns produtos ótimos... e muita porcaria. Tirem a porcaria."
Doeu. Mas funcionou.
Nos meses seguintes, a Nike eliminou dezenas de linhas de produtos e voltou a concentrar seus esforços naquilo que realmente fazia melhor: performance, design e inovação. A empresa recuperou suas margens, fortaleceu a marca e consolidou a posição que mantém até hoje como uma das empresas mais valiosas do mundo.
Por que isso importa: Existe uma obsessão quase universal por fazer mais: mais produtos, mais projetos, mais funcionalidades, mais reuniões. Mas empresas extraordinárias costumam crescer justamente porque escolhem, repetidamente, o que não fazer. Foco parece perda no curto prazo — até virar vantagem competitiva no longo.
Para terminar: Dizer "sim" cria uma lista de tarefas. Dizer "não" cria uma estratégia.
