A Meta cansou de queimar bilhões com inteligência artificial sem ver o retorno imediato e decidiu que chegou a hora de passar a sacolinha. A empresa começou a testar planos pagos para o seu chatbot de IA no Instagram, WhatsApp e Facebook. É o fim do almoço grátis no reino de Mark Zuckerberg.
Como vai funcionar?
Esqueça a filantropia digital. Se você achava que os bilhões da Meta vinham só de vender seus dados para anúncios de crossfit, achou errado. O novo plano de negócios divide a brincadeira em duas categorias (com codinomes criativos como um comercial de sabão em pó):
- Meta One Plus ($7,99/mês): Para quem quer criar mais imagens do Shrek bombado ou textos motivacionais sem travar no limite diário.
- Meta One Premium ($19,99/mês): O pacote "heavy user", voltado para quem basicamente quer terceirizar a própria existência para a IA.
Os testes começaram na Guatemala, Bolívia e Singapura. (Sim, uma escolha de países que parece o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, mas há uma lógica de mercado ali... ou eles só jogaram dardos no mapa).
O número: US$ 145 bilhões
Esse é o teto da projeção de gastos da Meta com infraestrutura e IA para este ano. É tanto dinheiro que dá para comprar algumas passagens de ida e volta para Marte ou, sei lá, pagar o cachê da Madonna em Copacabana umas mil vezes. O investidor de Wall Street estava começando a roer as unhas vendo esse ralo de dinheiro aberto, então o "Plus" e o "Premium" são o ansiolítico que o mercado precisava.
Por que isso importa
Porque a era da IA "grátis e ilimitada" está com os dias contados. Treinar e manter esses modelos consome mais energia que uma cidade de médio porte e custa uma fortuna em chips da Nvidia.
A Meta está seguindo a cartilha da OpenAI (ChatGPT Plus) e do Google (Gemini Advanced). O detalhe é que o Zuck tem o WhatsApp e o Instagram na mão. Cobrar para você criar figurinhas infinitas ou para empresas automatizarem o SAC sem gargalos é o bilhete premiado para transformar o hype da IA em lucro real.
A nossa opinião: No fundo, o plano da Meta é genial. Primeiro, eles nos viciam na ferramenta deixando tudo de graça. Depois, quando você já não sabe mais responder um e-mail de trabalho ou criar um meme sem a ajuda do robozinho, eles colocam a parede de pagamento. Malandro é o Zuckerberg, que cobra mensalidade para você usar uma tecnologia que foi treinada... com os seus próprios posts antigos de 2012.
Até ontem, o lema da internet era "se você não paga pelo produto, o produto é você". Agora, aparentemente, você é o produto e ainda tem que pagar o boleto no final do mês.
Se até o Zap quer virar Premium, a minha conta bancária oficialmente pede arrego.