LeBron James, o “Rei” das quadras, está de volta e mais determinado do que nunca. Após um verão dedicado ao golfe, o astro se prepara para sua 24ª temporada na NBA, a primeira com o uniforme dos Philadelphia 76ers. Aos 41 anos, e com um currículo invejável que inclui múltiplos títulos e uma fortuna bilionária, seria natural pensar que LeBron estaria diminuindo o ritmo. Mas não ele. Sua longevidade assustadora, fruto de uma aptidão física singular e uma ética de trabalho inabalável, o mantém entre os melhores e o impulsiona a perseguir o fantasma de Michael Jordan uma última vez.

Desde que estreou em 2003, LeBron foi apelidado de “The Chosen One”, o escolhido para superar Jordan. A eterna discussão sobre quem é o GOAT (Greatest Of All Time) no basquete, um LeBron versus Jordan, é tão intensa quanto um Pelé versus Messi no futebol. LeBron abraçou a comparação, usando a camisa 23 e até estrelando sua própria versão de Space Jam. Ele construiu sua própria história, mas a ideia de superar Jordan sempre esteve presente.

A Perseguição ao Legado de Jordan

Mais de duas décadas se passaram, e apesar de LeBron ser tetracampeão da NBA, tricampeão olímpico, o maior pontuador da história e com longevidade para jogar profissionalmente com o próprio filho, a maioria dos fãs ainda coroa Jordan como o melhor de todos. Críticos apontam que LeBron “trema” em momentos decisivos, tendo perdido seis das dez finais que disputou, enquanto Jordan venceu todas as seis em que esteve presente.

Até pouco tempo, parecia que LeBron havia aceitado seu legado e caminhava para uma aposentadoria com resultados medianos nos Lakers. No entanto, quando seus companheiros Luka Doncic e Austin Reaves se lesionaram no ano passado, LeBron carregou o time ao top 8 da NBA, provando que ainda tinha muito a oferecer. Foi aí que ele decidiu: tentaria mais um título, como Jordan fez em 1998, culminando na aclamada série The Last Dance, da Netflix.

Agora, LeBron quer sua própria versão. Segundo o New York Times, ele e a ESPN estão próximos de um acordo para produzir seu documentário de despedida. No passado, LeBron já havia manifestado o desejo de encerrar a carreira quebrando um jejum de títulos de alguma equipe, assim como fez com Cleveland em 2016. Seu empresário, Rich Paul, chegou a mencionar os Knicks, que não venciam a NBA há mais de 50 anos, mas eles conquistaram o título este ano.

A Escolha dos 76ers e o Supertime

Com a relação nos Lakers esfriando, a oportunidade surgiu a 45 minutos de helicóptero de Nova York: os Philadelphia 76ers. Uma equipe tradicional que não vence a NBA desde 1983 e que acaba de montar um timaço. LeBron enxergou a chance de ser o primeiro jogador da NBA a vencer a competição por quatro times diferentes: Miami Heat, Cleveland Cavaliers, Lakers e, agora, os Sixers. Ele recusou propostas de equipes como Cavaliers, Heat e até dos Golden State Warriors, onde jogaria com Stephen Curry.

A união com os 76ers já seria promissora com o elenco anterior, que incluía Joel Embiid, Tyrese Maxey e VJ Edcombe. Mas, dias antes de fechar com LeBron, o time de Filadélfia adquiriu Jaylen Brown, que venceu a NBA de 2024 com os Boston Celtics e foi eleito o MVP das finais. Brown, que teve uma média de quase 29 pontos por jogo no ano passado, foi trocado por Boston devido ao seu alto contrato. Com Brown, Embiid, Maxey, Edcombe e outros talentos, os Sixers montaram um verdadeiro esquadrão que precisa de coesão e liderança – exatamente o que o LeBron de hoje pode oferecer.

O Sacrifício Salarial e a Crítica

Para completar, LeBron aceitou reduzir drasticamente seu salário, passando de um dos atletas mais bem pagos da liga, com contratos acima de US$ 50 milhões anuais nos Lakers, para o salário mínimo da NBA, de US$ 4 milhões por ano. Alguns críticos classificaram a decisão como “ring chasing”, ou seja,