A escala monumental da Copa do Mundo de 2026 é o reflexo mais nítido de uma indústria que rompeu as fronteiras do entretenimento para se consolidar como uma potência financeira global.

De acordo com dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), o setor esportivo movimentou US$ 2,3 trilhões e a projeção indica que o mercado alcançará a impressionante marca de US$ 8,8 trilhões anuais até 2050. O fenômeno é impulsionado por uma combinação de megaeventos de mídia, o avanço do turismo de aventura, o comércio de artigos esportivos e a consolidação de um estilo de vida focado em bem-estar e saúde ativa.

Essa expansão abre avenidas de crescimento agressivas, especialmente em mercados emergentes que buscam se posicionar como hubs de grandes atrações internacionais.

O motor do turismo esportivo e o papel dos emergentes

Dentro desse ecossistema trilionário, o segmento de turismo voltado para competições e experiências esportivas desponta como o principal catalisador de receitas de curto prazo.

Os números da mobilidade: O turismo esportivo movimenta atualmente US$ 672 bilhões por ano. A expectativa do WEF é que esse montante dobre de tamanho até o final desta década, atingindo US$ 1,5 trilhão ao ano até 2030. Países localizados na América Latina, África e Oriente Médio lideram a busca por direitos de transmissão e sedes de grandes eventos. Regiões como Marrocos, Tailândia e o próprio Brasil despontam na vanguarda dessa estratégia de atração de capital estrangeiro.

A América Latina e as demais regiões emergentes também lideram o crescimento do mercado de bens de consumo esportivos (como vestuário, calçados e equipamentos), registrando taxas de expansão de dois dígitos ao ano — superando o ritmo de mercados maduros na Europa e na América do Norte.

A vitrine brasileira e o calendário de megaeventos

Para o Brasil, o relatório do WEF valida uma estratégia macroeconômica que coloca o país de volta ao centro do calendário esportivo global nos próximos anos.

Após a realização e os impactos de audiência gerados pela atual Copa do Mundo masculina, as atenções do mercado de patrocínio, infraestrutura e turismo doméstico se voltam para 2027, ano em que o Brasil será a sede oficial da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

O evento é considerado estratégico pelas marcas para capturar o engajamento de novos perfis de consumidores e para consolidar o país como o principal polo de entretenimento esportivo da América do Sul, surfando uma onda de receitas que deve se estender pelas próximas décadas.